Da queda ao apogeu, uma história digna de I-MOR-TAL!

Quando uma pessoa enche a boca para falar ”sou gremista”, ninguém sabe a dimensão deste sentimento.

Certa vez passei os olhos em um trecho de um texto escrito por Mauro Beting, no qual dizia:

 ” A pé, em pé, caído em segundas divisões, primeiro em Libertadores e Mundial, veterano copeiro, imortal vencedor de jogos eternos. Aflitos e Olímpicos, Moinho dos Ventos e Arenas, Baixada e no Humaitá, azedo na Azenha, doce e amargo, Grêmio e Tricolor.”

Isso é ser do Grêmio. O torcedor gremista apoiou, encheu e acreditou, chorou. Para quem viveu os últimos anos de amargura, sofrimento, esse momento é apenas de uma coroação.

No rebaixamento de 2004, o torcedor apoiou. Era incrível de se ver, um clube então quebrado, sem dinheiro para montar nem sequer uma equipe, com apenas quatro jogadores, mas uma torcida que acalentava e fazia campanha. Nos bares ao redor do estádio Olímpico, o grito era apenas: ”Te associa gremista”. E assim foi. Montamos um time, que na verdade era muito ruim tecnicamente, mas que apoiamos até o fim. Lotávamos o Olímpico, com 57 mil loucos que nem sabiam qual seria o destino do clube. E foram anos doídos que não pararam por ali. Se não fosse o joelho do Galatto, um Anderson jovem que tinha toda uma carreira pela frente, que  disputasse e avançasse que nem um louco, a nossa história pararia por ali. Mas o Grêmio foi forte, aguerrido, bravo. Aguentou no osso.

Um ano após o acesso, o nosso maior rival, até então sem nenhuma Libertadores, a conquistava. Meses depois ganhavam o mundo. Resultado? A nossa torcida apoiava.

O time do Grêmio foi empurrado nos anos seguintes. A vitória do Inter no Japão em 2006, os anos medíocres, faziam com que uma geração amasse quem nem viu em campo. Era um sentimento estranho de explicar. Como iríamos dizer que amávamos um clube sem ter razão para tal?

E assim foi… As eliminações doloridas, chances perdidas e tantas outras feridas que ali continuava.

Chegava-se o momento de: ” Eu não aguento mais perder”.

Em 2014, um presidente, que para muitos era mais do mesmo, prometia ”conquistar títulos e ajeitar a casa”. Aonde? Já no início penamos muito. Ele prometia e não cumpria, que saco!

Não deu certo com Felipão e quer trazer Roger. Pra que?

Vitórias, vitórias… derrotas em competições. Era um time que vencia partidas, mas perdia taças.

Até que chegou o fim e veio Renato, um ídolo que era um bom jogador, mas como treinador não sabíamos o resultado que ia dar. Abraçamos… e veio a tão esperada taça.

Uma dor acabava por ali, Renato, o ídolo que deu explicação ao sentimento de ser gremista.

E não acabava por ali, veio um Grêmio que passava a patrola, que corou  com uma taça, a maior da América.

Agora tudo faz sentido. O passado doído, era apenas um prefácio para uma história de queda ao apogeu.

Podemos definir um desses versos do maior gremista, Paulo Sant´Ana, com alguns traços ajeitados, mas que explicam muito bem o momento:

Três vezes campeão da faixa de terra que vai das estepes do Alasca até os lagos gelados da Patagônia é demais. Nem os próprios gremistas conseguem se livrar dessa violenta impressão, que parece um sonho.

Mas o que era aquilo, povo gaúcho? Nós no caminhão de bombeiros e centenas de milhares de gaúchos jogando seus olhares e seus gritos sobre a passagem dos heróis de campo, os técnicos e os dirigentes. Que recepção, Grêmio!

Como é grande o Grêmio! É do tamanho da América. É bravo e resistente como os índios americanos e o negro cativo que enriqueceu com seu trabalho esta América florão do mundo. Grêmio e América são palavras casadas agora, inseparáveis.

Acorda da Glória, Cristóvão Colombo, o grande descobridor! Abre os olhos, sai da eternidade e verás que o continente que desvelaste saúda o Grêmio como o seu mais recente e adorável dominador. Colombo, o Grêmio que agora te sucede no usufruto deste rico e alegre continente tem casualmente as três cores que simbolizam os melhores alimentos da natureza desta terra americana: o preto do negro, que teve a pele ainda mais reluzente depois que veio da África para tornar a América musical e poética; o branco da neve das geleiras antárticas; e o azul do céu tropical ou austral que cobre toda a extensão deste divino território abençoado por Deus. E administrado futebolisticamente pelo Grêmio.

Tu que nunca tiveste fronteiras espirituais. Chora, ri, vibra, enlouquece, torcedor gremista.

Tua paixão agora desce desde as planícies do Missouri até a Patagônia.

O continente do futuro, a Terra Prometida, a América do Sol tem um soberano do futebol. Tu és o rei, Grêmio

Que emoção, Grêmio. Tu ontem foste exatamente o que nós sempre quisemos de ti e sabíamos que tu eras capaz de nos dar.

 

Não para por aqui, a festa só termina sei lá eu quando, no mundial que é o meu caminho. Eu quero desbravar-te mundo.

A América se curvou as tuas cores.

 

Aplaudiremos o Grêmio, aonde o Grêmio estiver.

 

” O dia que eu morrer
Quero o meu caixão
Pintado em tricolor
Como meu coração”

 

Grêmio, eu te amo e a América tinha saudades de ti!

OS FEITOS DA TUA HISTÓRIA CANTAM O RIO GRANDE COM AMOR!

 

5 Comentários

  1. Thiago Cobal 2 de dezembro de 2017 Reply
  2. Bruno Bernardo 2 de dezembro de 2017 Reply
  3. Rodrigo dorneles 2 de dezembro de 2017 Reply
  4. Luis Henrique schemes dorneles 4 de dezembro de 2017 Reply
  5. Luis Henrique schemes dorneles 4 de dezembro de 2017 Reply

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